Sexta-feira deveria ser um salto direto de Melbourne a Dallas. Não foi.
Voo 21 da Qantas. Boeing 787. Em algum lugar sobre o Pacífico, um homem estalou.
Ele não gritou. Ele não empurrou.
Ele mordeu a comissária de bordo.
Foi forte o suficiente para que o capitão parasse no Taiti. Papete, para ser exato. Eles desembarcaram na Fa’a’a International só para libertar o cara.
O custo? Três horas. Vinte e três minutos. Todos a bordo observavam o relógio.
“Foram administrados sedativos. Não surtiram efeito.”
Um passageiro descreveu a cena. O agressor era um neozelandês. As pessoas tiveram que contê-lo. Os remédios? Inútil. As mensagens do ACAR na cabine confirmaram a mordida. Confirmado que outros passageiros ajudaram a subjugar o homem porque a tripulação sozinha não conseguiu.
Você já se perguntou se o meio do oceano é o último lugar onde você quer problemas?
O avião saiu de Dallas de volta para Melbourne logo após chegar. Quase uma hora e meia de escala. VH-ZNB continuou girando.
Isso parece familiar, não é?
Março chegou com um passageiro da JetBlue mordendo um atendente. A United viu alguém arrancar a orelha de um colega de assento. Frontier fez um homem morder um policial em Miami depois de ser arrastado para fora de um vôo.
Isso continua acontecendo.
Gary Leff cobre viagens desde 2002. Ele foi cofundador da InsideFlyer. Ele está no palco do Freddie Awards. A Conde Nast o chama de especialista. Mas ele não pode consertar isso.
As milhas estão boas. Os pontos funcionam. O comportamento? Nem tanto.
Talvez os sedativos tivessem funcionado se o avião já estivesse no solo. Talvez não.
