A joia da coroa da Visão 2030. Está em apuros. Suspenso.

De qualquer forma, adiado até depois de 2030.

NEOM. Você sabe disso. Aquela extensa coleção de sonhos tecnológicos no noroeste. Inclui a linha. Oxágono. Trojena. Estâncias do Mar Vermelho. Mas o dinheiro continua queimando. O arranha-céu com dois espelhos? Eles estão reformulando o design. Tentando cortar custos. Porque o preço continua explodindo.

Originalmente, eles pensaram que o NEOM custaria US$ 500 bilhões no total. Então veio a compreensão. A Linha sozinha? Mais de US$ 1 trilhão. Algumas estimativas vão à loucura, chegando a US$ 8,8 trilhões quando você soma tudo. Não é apenas caro. É impossível construir conforme planejado.

As outras partes também sofrem. Trojena não recebe dinheiro novo até depois da virada da década. Nem os pontos turísticos costeiros.

Então e a companhia aérea?

A Riyadh Air não está tentando superar Dubai com arranha-céus. Eles estão construindo uma companhia aérea. Verdadeiro. Com o objetivo de atingir mais de 100 destinos globais. Uma frota de 60 A321neos. 25 A350. 39 Dreamliners.

É novo. Majoritariamente. Até agora só voei para Londres. A Delta está a bordo como parceira. O avião está decolando quando o solo abaixo muda.

A Arábia Saudita está a apertar o cinto em grandes projectos. Cortar o fluxo para coisas que parecem boas no papel, mas que custam uma fortuna para serem mantidas vivas. Eles estão liberando dinheiro, com certeza. Talvez para a companhia aérea? Ou talvez apenas porque eles não têm escolha.

A questão não é mais se a visão funciona, mas quem paga pelo sonho.

Não foi apenas um problema de engenharia. Foi uma lacuna de competência. A McKinsey os aconselhou. PwC assistiu. Todo um ecossistema de arquitetos e consultores famosos construiu uma máquina perfeita. MBS queria isso. Era politicamente intocável. Ninguém poderia perguntar se uma cidade com 170 quilômetros de largura fazia sentido. Todos acabaram de adicionar recursos. Marinas escondidas. Estádios suspensos no ar.

Alguém questionou? Provavelmente não.

Agora eles enfrentam um pivô. A Visão 2030 era mais do que petróleo. Diversificação. Turismo. Centros de tecnologia. Mudanças culturais também. Mulheres dirigindo. Obtendo passaportes. Trabalhar sem pedir permissão a um homem. Essa coisa gruda. Isso importa.

A cidade espelhada não.

Mostrou uma rachadura. Um tipo específico de falha na tomada de decisões. Derramando dinheiro bom depois de ruim para branding. Conseguirão transformar a riqueza petrolífera numa economia funcional? Essa é a ferida aberta.

Eles provavelmente diminuirão. Concentre-se no que realmente termina antes da Expo 2030. Ou da Copa do Mundo de 34. Menos espelho. Mais realidade.

Pelo menos esse é o plano.